13-02-2008, 15:53
Muita gente -- mesmo quem os tem -- acha os piriquitos (ou periquitos, para não ofender nenhum dos lados desta eterna guerra
) uns pássaros assustadiços, barulhentos, e não muito inteligentes, com os quais não dá para estabelecer uma relação como se faz, por exemplo, com um papagaio maior, ou um cão ou gato.
Essas pessoas estão erradas. Se bem que cada indivíduo (como em qualquer espécie) tem a sua personalidade única, em geral os piriquitos são o que fazemos deles.
O problema é que, talvez por os piriquitos serem tão baratos e exigirem pouca atenção (ao contrário, por exemplo, de um papagaio cinzento, que fica neurótico se não tiver uma hora ou mais de atenção por dia), muita gente tem-os de forma quase "decorativa", mantendo-os permanentemente na gaiola, e limitando-se a encher-lhes o comedouro e ocasionalmente limpar a gaiola. E depois espantam-se porque o piriquito é barulhento, não interage com o dono, e, mesmo depois de vários anos, continua a ter medo deste. "Que bichos estúpidos..."
A verdade é que, puxando pelos piriquitos, eles tornam-se completamente diferentes. Mesmo o meu piriquito mais novo, que tenho há 2 semanas, já tem um comportamento bastante diferente de quando o comprei, e isto apesar de passar pouquíssimo tempo em casa.
Se bem que não tanto como um papagaio maior, o piriquito é uma ave bastante social, mesmo em liberdade. Estabelecem relações uns com os outros, e, se lhes dermos essa chance, também o fazem connosco. Gostam de brincar, e por isso há muitos brinquedos que podemos ter na gaiola... mas, mais uma vez, a maioria dos donos esquece-se disso. Com paciência e carinho, habituam-se a nós, deixam de fugir quando inserimos a mão na gaiola, e até saltam para o nosso dedo. Tirando-os da gaiola, é possível habituá-los a ir para o nosso ombro, e podemos andar por toda a casa (se bem que convém ter janelas fechadas, obviamente) com eles. Gostam que falemos com eles, e percebem muita coisa pelo nosso tom de voz, além de facilmente aprenderem o significado de palavras como "upa" (para irem para o nosso dedo).
É até possível ensiná-los a falar, se bem que tem de ser desde muito pequenos, e não convém haver outras aves na casa, para eles verem a fala humana como forma "normal" de comunicação.
) uns pássaros assustadiços, barulhentos, e não muito inteligentes, com os quais não dá para estabelecer uma relação como se faz, por exemplo, com um papagaio maior, ou um cão ou gato.Essas pessoas estão erradas. Se bem que cada indivíduo (como em qualquer espécie) tem a sua personalidade única, em geral os piriquitos são o que fazemos deles.
O problema é que, talvez por os piriquitos serem tão baratos e exigirem pouca atenção (ao contrário, por exemplo, de um papagaio cinzento, que fica neurótico se não tiver uma hora ou mais de atenção por dia), muita gente tem-os de forma quase "decorativa", mantendo-os permanentemente na gaiola, e limitando-se a encher-lhes o comedouro e ocasionalmente limpar a gaiola. E depois espantam-se porque o piriquito é barulhento, não interage com o dono, e, mesmo depois de vários anos, continua a ter medo deste. "Que bichos estúpidos..."
A verdade é que, puxando pelos piriquitos, eles tornam-se completamente diferentes. Mesmo o meu piriquito mais novo, que tenho há 2 semanas, já tem um comportamento bastante diferente de quando o comprei, e isto apesar de passar pouquíssimo tempo em casa.
Se bem que não tanto como um papagaio maior, o piriquito é uma ave bastante social, mesmo em liberdade. Estabelecem relações uns com os outros, e, se lhes dermos essa chance, também o fazem connosco. Gostam de brincar, e por isso há muitos brinquedos que podemos ter na gaiola... mas, mais uma vez, a maioria dos donos esquece-se disso. Com paciência e carinho, habituam-se a nós, deixam de fugir quando inserimos a mão na gaiola, e até saltam para o nosso dedo. Tirando-os da gaiola, é possível habituá-los a ir para o nosso ombro, e podemos andar por toda a casa (se bem que convém ter janelas fechadas, obviamente) com eles. Gostam que falemos com eles, e percebem muita coisa pelo nosso tom de voz, além de facilmente aprenderem o significado de palavras como "upa" (para irem para o nosso dedo).
É até possível ensiná-los a falar, se bem que tem de ser desde muito pequenos, e não convém haver outras aves na casa, para eles verem a fala humana como forma "normal" de comunicação.